Quando se ama de verdade,
dá medo dizer "eu te amo"
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Não acho bonito que a gente se disperse assim, só isso.
Encontre, desencontre e nada mais, nunca mais, é urbano demais
- e eu nasci praticamente no campo, até os 15 anos quase no campo, céu e campo.
Não sei se a gente pode continuar amigo.
Não sei se em algum momento cheguei a ver você completamente como outra pessoa, ou,
o tempo todo,
como Uma Possibilidade de Resolver Minha Carência.
Estou tentando ser honesto e limpo.
Uma possibilidade que eu precisava devorar ou destruir.
Porque até hoje não consegui conquistar essa disciplina, essa macrobiótica dos sentimentos,
essa frugalidade das emoções.
Fico tomado de paixão.
Encontre, desencontre e nada mais, nunca mais, é urbano demais
- e eu nasci praticamente no campo, até os 15 anos quase no campo, céu e campo.
Não sei se a gente pode continuar amigo.
Não sei se em algum momento cheguei a ver você completamente como outra pessoa, ou,
o tempo todo,
como Uma Possibilidade de Resolver Minha Carência.
Estou tentando ser honesto e limpo.
Uma possibilidade que eu precisava devorar ou destruir.
Porque até hoje não consegui conquistar essa disciplina, essa macrobiótica dos sentimentos,
essa frugalidade das emoções.
Fico tomado de paixão.
- Caio Fernando Abreu -
sexta-feira, 16 de julho de 2010
domingo, 27 de junho de 2010
O que importa é o que eu sou agora!
Tropeços, equívocos, decepções. Como eu queria ser perfeita e pular esta parte chata de ser humana, mas estou longe, muito longe disso.
Nosso passado, nossas atitudes e decisões, dizem muito sobre nós, mas não tudo. Caímos, erramos, sofremos.. mas acima de tudo aprendemos e mudamos com cada lição que a vida nos propõe.
A única verdade que tenho para oferecer está aqui diante de você. Sou eu. Vivida, renovada. Sou eu. Louca pra esquecer meus deslizes, ansiosa pra fazer a coisa certa.
O que eu fui ontem e anteontem já é memória. Escada vencida degrau por degrau, mas o que eu sou neste momento é o que conta, minhas decisões valem para agora.
Nosso passado, nossas atitudes e decisões, dizem muito sobre nós, mas não tudo. Caímos, erramos, sofremos.. mas acima de tudo aprendemos e mudamos com cada lição que a vida nos propõe.
A única verdade que tenho para oferecer está aqui diante de você. Sou eu. Vivida, renovada. Sou eu. Louca pra esquecer meus deslizes, ansiosa pra fazer a coisa certa.
O que eu fui ontem e anteontem já é memória. Escada vencida degrau por degrau, mas o que eu sou neste momento é o que conta, minhas decisões valem para agora.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Universadade, quinta a noite:
Deglutimos coisas demais,
nos enfiam goela abaixo toda sorte de informações e aberrações
- chega!
impossível assimilar tanta coisa...
tantos estímulos velozes que nos impedem a reflexão.
- E eu digo AMÉM, porque acredito mesmo que estamos pirando, TODOS!!
- Martha Medeiros-
=x
nos enfiam goela abaixo toda sorte de informações e aberrações
- chega!
impossível assimilar tanta coisa...
tantos estímulos velozes que nos impedem a reflexão.
- E eu digo AMÉM, porque acredito mesmo que estamos pirando, TODOS!!
- Martha Medeiros-
=x
domingo, 11 de abril de 2010
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e
não se cumpriram.
Sofremos por quê? Porque automaticamente
esquecemos o que foi desfrutado e
passamos a sofrer pelas nossas projeções
irrealizadas, por todas as cidades que
gostaríamos de ter conhecido ao lado
do nosso amor e não conhecemos,
por todos os filhos que gostaríamos de ter
tido junto e não tivemos,por todos os shows
e livros e silêncios que
gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é
desgastante e paga pouco, mas por todas
as horas livres que deixamos de ter
para ir ao cinema, para conversar com um
amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas
pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos,
mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós, impedindo assim
que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e
nunca chegamos a experimentar.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas
agradecer por termos conhecido uma
pessoa tão bacana, que gerou em nós
um sentimento intenso e que nos fez
companhia por um tempo razoável,
um tempo feliz.
Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço
de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças
que não usamos, na prudência egoísta
que nada arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento, perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional…
- Carlos Drummond de Andrade -
sábado, 3 de abril de 2010
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Por causa de você
Ah, você está vendo só
Do jeito que eu fiquei
E que tudo ficou
Uma tristeza tão grande
Nas coisas mais simples
Que você tocou
(...)
Somos a vida e o sonho
Nós somos o amor
Entre meu bem por favor
Não deixe o mundo mau levá-la outra vez
Me abrace simplesmente
Não fale, não lembre
Não chore meu bem
- Tom Jobim -
Do jeito que eu fiquei
E que tudo ficou
Uma tristeza tão grande
Nas coisas mais simples
Que você tocou
(...)
Somos a vida e o sonho
Nós somos o amor
Entre meu bem por favor
Não deixe o mundo mau levá-la outra vez
Me abrace simplesmente
Não fale, não lembre
Não chore meu bem
- Tom Jobim -
sábado, 20 de março de 2010
segunda-feira, 15 de março de 2010
Toda mulher é doida.
Impossível não ser.
A gente nasce com um dispositivo interno que nos informa desde cedo que, sem o amor, a vida não vale a pena ser vivida, e dá-lhe usar nosso poder de sedução para encontrar “the big one”, aquele que será inteligente, másculo, se importará com nossos sentimentos e não nos deixará na mão jamais. Uma tarefa que dá pra ocupar uma vida, não é mesmo?
Mas além disso temos que ser independentes, bonitas, ter filhos e fingir, às vezes, que somos santas, ajuizadas, responsáveis, e que nunca, mas nunca, pensaremos em jogar tudo pro alto e embarcar num navio pirata comandado pelo Johnny Depp, ou então virar uma cafetina, sei lá, diga ai uma fantasia secreta, sua imaginação deve ser melhor que a minha.
Eu só conheço mulher louca.
Pense em qualquer uma que você conhece e diga se ela não tem ao menos três destas qualificações: exagerada, dramática, verborrágica, maníaca, fantasiosa, apaixonada, delirante. Pois então. Também é louca. E fascinante.
Todas as mulheres estão dispostas a abrir a janela, não importa a idade que tenham.
Nossa insanidade tem nome: chama-se Vontade de Viver até a Última Gota.
Só as cansadas é que se recusam a levantar da cadeira pra ver quem está chamando lá fora. E santa, fica combinado, não existe. Há mulher que só reze, que tenha desistido dos prazeres da inquietude, que não deseje mais nada? Você vai concordar comigo: só sendo louca de pedra.
A gente nasce com um dispositivo interno que nos informa desde cedo que, sem o amor, a vida não vale a pena ser vivida, e dá-lhe usar nosso poder de sedução para encontrar “the big one”, aquele que será inteligente, másculo, se importará com nossos sentimentos e não nos deixará na mão jamais. Uma tarefa que dá pra ocupar uma vida, não é mesmo?
Mas além disso temos que ser independentes, bonitas, ter filhos e fingir, às vezes, que somos santas, ajuizadas, responsáveis, e que nunca, mas nunca, pensaremos em jogar tudo pro alto e embarcar num navio pirata comandado pelo Johnny Depp, ou então virar uma cafetina, sei lá, diga ai uma fantasia secreta, sua imaginação deve ser melhor que a minha.
Eu só conheço mulher louca.
Pense em qualquer uma que você conhece e diga se ela não tem ao menos três destas qualificações: exagerada, dramática, verborrágica, maníaca, fantasiosa, apaixonada, delirante. Pois então. Também é louca. E fascinante.
Todas as mulheres estão dispostas a abrir a janela, não importa a idade que tenham.
Nossa insanidade tem nome: chama-se Vontade de Viver até a Última Gota.
Só as cansadas é que se recusam a levantar da cadeira pra ver quem está chamando lá fora. E santa, fica combinado, não existe. Há mulher que só reze, que tenha desistido dos prazeres da inquietude, que não deseje mais nada? Você vai concordar comigo: só sendo louca de pedra.
- Martha Medeiros -
quarta-feira, 10 de março de 2010
Lembrança do Chile...
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
=)
O tempo agora vale mais.
É absolutamente necessário que cada momento seja bom e simples.
Sigo nesse exercício – que é de sabedoria, mais que de força.
Da criança que chorava à toa, tornei-me a mulher que ri de si mesma.
Sou uma mulher que sorri.
É absolutamente necessário que cada momento seja bom e simples.
Sigo nesse exercício – que é de sabedoria, mais que de força.
Da criança que chorava à toa, tornei-me a mulher que ri de si mesma.
Sou uma mulher que sorri.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
sábado, 13 de fevereiro de 2010
a dois passos do Paraíso...
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
o Tempo

... o mesmo talvez lhe acontecesse com outro nome, Ricardo Reis, mas o livro onde este foi registrado um dia, já lá vão tantos anos, está no arquivo do sótão, coberto de pó, numa página que provavelmente nunca verá a luz do dia, e se a vir talvez que o nome não possa ler-se, por estar em branco a linha, ou branca a página toda, esse é um dos efeitos do tempo, APAGAR.
-José Saramago-
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Praça da paz
Encostei o meu carro na praça
E você, um tanto sem graça,
Sorriu pra mim
Sem querer eu olhei em seus olhos
Sem saber segurei suas mãos
E começou assim
Um longo silêncio entre nós
A sua presença calou minha voz
Tanta coisa eu tinha guardado
Pra lhe dizer
Mas não disse nada
Encostei o meu corpo no seu
E um novo desejo nasceu
Entre nós dois
Seus carinhos me deixavam louco
Nosso tempo era curto e tão pouco
E deixamos pra depois
Um longo silêncio entre nós
A sua presença calou minha voz
Tanta coisa eu tinha guardado
Pra lhe dizer
Mas não disse nada
Preciso rever
Seu sorriso um tanto sem graça
Preciso voltar
Mas uma vez com você lá na praça
Pra falar mais um pouco de mim
Encostar o meu corpo em seu corpo
E adormecer assim
Preciso rever
Seu sorriso um tanto sem graça...
-Zeca Baleiro-
E você, um tanto sem graça,
Sorriu pra mim
Sem querer eu olhei em seus olhos
Sem saber segurei suas mãos
E começou assim
Um longo silêncio entre nós
A sua presença calou minha voz
Tanta coisa eu tinha guardado
Pra lhe dizer
Mas não disse nada
Encostei o meu corpo no seu
E um novo desejo nasceu
Entre nós dois
Seus carinhos me deixavam louco
Nosso tempo era curto e tão pouco
E deixamos pra depois
Um longo silêncio entre nós
A sua presença calou minha voz
Tanta coisa eu tinha guardado
Pra lhe dizer
Mas não disse nada
Preciso rever
Seu sorriso um tanto sem graça
Preciso voltar
Mas uma vez com você lá na praça
Pra falar mais um pouco de mim
Encostar o meu corpo em seu corpo
E adormecer assim
Preciso rever
Seu sorriso um tanto sem graça...
-Zeca Baleiro-
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Essa foto...

Olhando a foto, foi quando eu descobri que tua ausência inda doía e o tempo que passou não me serviu como remédio. E a minha paciência foi inútil e todo desapego incompetente. Eu me desvencilhei de livros, cartas e bilhetes e me desmemoriei por algum tempo.(Quis tanto ter você, depois silêncio). Mas nessa tarde estranha em que ensaio versos, só vem tua falta à tona...
A gente ria tanto desses nossos desencontros
Parceiro das delícias
Amor, vem me tirar a sede
Amor, vem me tirar da rede
Amor, nem que seja das intrigas
Vem me tirar, vem me botar na vida
Amor, vem me tirar o cinto
Amor, vem me tirar a pele
Amor, nem que seja sem malícia
Amor, vem me tirar da rede
Amor, nem que seja das intrigas
Vem me tirar, vem me botar na vida
Amor, vem me tirar o cinto
Amor, vem me tirar a pele
Amor, nem que seja sem malícia
Vem me tirar, vem me fazer carícia
Vem me tirar às vezes pra dançar
Até me machucar, amor
Vem me botar na rede, reviver a sede
Vem me fazer aquele amor
Parceiro das delícias
Amor
-Geraldo Azevedo-
Vem me tirar às vezes pra dançar
Até me machucar, amor
Vem me botar na rede, reviver a sede
Vem me fazer aquele amor
Parceiro das delícias
Amor
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
solidão

... mas nunca, por nunca ser, o navegador solitário pôs os pés em terra com o fito de levar mulher para ser sua companheira na navegação.
Se realmete acontece que no porto uma mulher está à espera, absurdo seria que desdenhasse dela, mas no geral é ela quem quer e pelo tempo que entende, nunca o navegador solitário lhe disse: Espera por mim, que um dia hei de voltar - não é um pedido que ele se permitisse fazer.
Espera por mim, nem ele poderia garantir que estará de volta nesse dia ou alguma vez, e, voltando, quantas vezes lhe aconteceria encontrar o cais deserto, ou, mulher havendo nele, está à espera de outro marinheiro, não sendo contudo raro que, faltando este, sirva o que apareceu.
A culpa, se é preciso dizê-lo, não está nas mulheres nem nos navegadores, a culpa está nesta solidão que às vezes não se aguenta, também ela pode levar o navegador ao porto, e a mulher ao cais.
-José Saramago-
renunciar
mais cedo ou mais tarde
temos que abdicar de algumas coisas
em proveito de outras,
deixar as pessoas amadas
para só então termos noção do quanto
as amamos!
- Rodrigo Petrônio-temos que abdicar de algumas coisas
em proveito de outras,
deixar as pessoas amadas
para só então termos noção do quanto
as amamos!
Seu olhar
Podemos ir daqui pro mundo

Mas quero ficar porque
Quero mergulhar mais fundo
Só de me encontrar no seu olhar
Já muda tudo
Posso respirar você
E posso te enxergar no escuro
Tem muito tempo na estrada
Muito tem
E como quem não quer nada
Você vem
Depois da onda pesada
A onda zen
É namorar na almofada
E dormir bem
Foi o seu olhar
O que me encantou
Quero um pouco mais
Desse seu amor...
-Seu Jorge-
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